sábado, 30 de junho de 2012

Lóssio parte para a reeleição com um Coelho na vice


O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), vai dividir, a partir de agora, sua agenda administrativa de final de mandato com a de candidato em busca da reeleição. O nome dele foi homologado no início da noite de ontem (29), na convenção municipal do seu partido, realizada no Centro Cultural Dom Bosco. O vice do peemedebista será o ex-prefeito Guilherme Coelho (PSDB), que já vinha sendo cogitado há vários dias.
A coligação de apoio ao prefeito é formada por PMDB, PSDB, DEM e PMN. No evento também foram homologados os 31 candidatos que disputarão a eleição para vereador.
Lóssio chegou ao Centro Cultural cercado por uma multidão de correligionários, sendo recebido com muito forró pé-de-serra. O presidente do PMDB, Dorany Sampaio, que foi homenageado ontem pelo prefeito com a Medalha Senador Nilo Coelho, ficou em Petrolina para prestigiar a convenção.
Empolgado, Lóssio agradeceu as manifestações de carinho do seu eleitorado presente ao local e chegou até a ensaiar passos de forró com a primeira-dama, Andréa Lóssio. Ficou sério apenas para tecer algumas críticas aos adversários, endereçadas sutilmente aos socialistas. “Tem muita gente que daria tudo para estar onde eu estou. Até mesmo compra partidos”, afirmou, ao enaltecer o cacique do DEM, ex-deputado Osvaldo Coelho, que segundo o prefeito nunca se utilizou de tal prática.
Numa alusão implícita ao ministro Fernando Bezerra Coelho, Lóssio disse que jamais mudaria o título de eleitor. “Petrolina não pode ser uma segunda opção. Nem você, Guilherme, nem Osvaldo, nem Geraldo, fizeram isso”, provocou, agarrado a uma bandeira da cidade. O ministro transferiu o título de eleitor para o Recife a pedido do principal líder do seu partido, PSB, o governador Eduardo Campos, porque tinha o nome cotado para disputar a prefeitura da capital. O prefeito disse também, durante o discurso, que pretender ampliar obras na cidade, sobretudo em relação ao carro-chefe de sua gestão – as creches do “Nova Semente” – e as AME’s.
Volta à política
Ao lado da família, assim como fez Lóssio, o ex-prefeito Guilherme Coelho começou falando de seu novo desafio. Pela primeira vez na história política da cidade, um representante do clã ocupará a majoritária como vice. Depois de rasgar elogios à liderança do pai, Osvaldo, Guilherme também alfinetou o grupo liderado por Eduardo Campos e FBC (seu primo).
Primeiro disse que apenas com os recursos municipais e a política “de costas para o sertão” conduzida por Eduardo, ficaria difícil para Lóssio administrar a cidade. “Tentaram botar um muro na frente do prefeito, mas ele saltou esse muro e foi a Brasília, se aliar com gente que pensa grande. Não cabe na minha cabeça a política de cores. Se não é de um lado, não atende. Nem Lula fez isso. Mas tem gente querendo fazer isso em Petrolina, e não vamos aceitar. Petrolina não vai ficar calada”, desabafou.
Em seguida, comentou sobre sua vontade de voltar ao cenário político. “Vocês podem me perguntar: Guilherme, você não já tem uma bela família? Você não já tem os seus negócios? o que mais você quer? Sabem o que eu quero? Me botem de volta para a política. É isso que quero”, ressaltou. Guilherme reforçou as palavras de Lóssio sobre o “desafio de titãs” que os dois terão pela frente. Mas disse estar otimista, até pela ligação do prefeito com seu pai Osvaldo, o qual – segundo ele – o adotou como um filho.

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