sábado, 14 de maio de 2011

É matrimonio ou não?


ISSO NÃO É MATRIMONIO
Pe Antonio Rivero, L.C.

VEJAMOS O PANORAMA ATUAL...

Em muitas partes do mundo estão legalizando as uniões entre pessoas do mesmo sexo; por exemplo, em Buenos Aires, em Nova York, no México e agora também pretendem legalizá-la no Brasil, presumindo estar na avançada pela que deveria transitar a humanidade. São chamados de legítimos matrimônios, para que não se sintam discriminados. Acham que a posição da Igreja em defender o matrimonio de um homem com uma mulher é algo da idade média, ou seja antes de 1400, mais ou menos. Mas estão errados, porque os argumentos em que a Igreja se baseia não provém da idade média, mas do princípio da humanidade. Revisemos todas as culturas desde as suas origens e veremos que o matrimonio sempre foi entre um homem e uma mulher. Si fosse normal o que muitos governos estão legislando a este respeito do matrimonio homossexual, se daria também nas comunidades indígenas, mas não acontece assim. Quando estas coisas aconteceram em alguns impérios, estes desabaram, se derrubaram estrepitosamente.

ILUMINEMOS NOSSAS DECISÕES...

Recordemos alguns fundamentos de nossa fé sobre o matrimonio, para dar segurança aos católicos e que não se deixem bambolear pelas modas. Compreendo que para quem não aceita nossa fé, ou para quem é um ignorante religioso, ou está contaminado por "guias cegos", isto lhe resulte como da baixa idade média. Mas é de muito mais atrás. Provemos nossa afirmação.

No princípio da humanidade, Deus criou só dois sexos, homem e mulher, distintos e complementários entre si (cf Gên 1,27). Baseando-se neles, Deus estabeleceu o matrimonio (cf Gên. 1,28). E se diz claramente: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne (Gên. 2,24). Fala-se de pai e mãe, de homem e mulher. Jesus ratifica esta instituição natural e secular, acorde com o plano original de Deus para a humanidade (cf Mt 19,4-6). Eis o plano de Deus! Com que direito alguém pretende mudar o plano e a vontade de Deus Criador! É uma arrogância intolerável. É pretender voltar ao mito do insolente Prometeu. O que aconteceu a este personagem mítico? Consulte Wikipédia.

A Palavra de Deus, que norma critérios e comportamentos dos verdadeiros católicos, afirma: “Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato...Por isso Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario” (Rom 1,21-22.26-27). Não pode ficar mais claro! Eu escuto e faço caso a Deus. Deixemos a Deus ser Deus, por favor!

Diz o Papa Bento XVI: “A história mostrou quão perigoso e deletério pode chegar a ser um Estado que procede a legislar sobre questões que se referem à pessoa e à sociedade, pretendendo ser ele mesmo fonte e princípio da ética. Sem princípios universais que permitam verificar um denominador comum para toda a humanidade, não há que subestimar em absoluto o risco de uma deriva relativista a nível legislativo. A lei moral natural, fonte do seu próprio caráter universal, permite conjurar este perigo e sobretudo oferece ao legislador a garantia para um autêntico respeito, tanto da pessoa como da ordem inteira da criação… A lei moral natural pertence ao grande patrimônio da sabedoria humana, que a Revelação, com sua luz, contribuiu a purificar e a desenvolver ulteriormente. Esta se coloca como fonte catalisadora de consenso entre pessoas de culturas e religiões diferentes e permite ir muito além das diferenças, porque afirma a existência de uma ordem impressa na natureza pelo Criador e reconhecida como instância do verdadeiro juízo ético racional para fazer o bem e evitar o mal” (13-II-2010).

ATUEMOS NA NOSSA VIDA COM COERÊNCIA...

Temos de nos definirmos. A quem tu queres seguir: A Deus, que te mostra um caminho seguro de realização plena, ou a legisladores e governantes que vão por caminhos contrários à Lei de Deus?

Se te decidirdes pela Palavra de Deus, sofrerás zombarias e insultos de alguns, mas serás “como árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não se murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera” (Salmo 1, 3).

Se te deixardes contagiar pelas pragas do pecado, serás “como a palha que o vento leva...Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição”(Salmo 1,4-6). Feliz o homem que confia no Senhor!

Brasil: Reflete a quem eleges como governantes e legisladores; em quem pões a tua confiança, a quem apoias com teu voto. Amadurece na tua fé; fé que deve iluminar tua vida pessoal, tua família, e também a política, a economia, a vida pública. Se reduzirdes a tua fé só ao âmbito da tua consciência, não entendeste o que é a fé cristã católica.

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