terça-feira, 24 de maio de 2011

ADOPÇÃO DE CRIANÇAS POR PESSOAS DO MESMO SEXO, É UM DIREITO?

ADOPÇÃO DE CRIANÇAS POR PESSOAS DO MESMO SEXO,

É UM DIREITO?

Pe Antonio Rivero, L.C.

VEJAMOS O NOSSO MUNDO...


Até faz alguns anos o mundo todo sabia o que era um “matrimonio normal”, o que era um homossexual e quem podia ou não adoptar um menor de idade. Ninguém, desde faz milhões de anos, pensava em igualar a união entre duas pessoas do mesmo sexo com o matrimonio. Era um fato incontrovertível. De repente, chegaram os “progressistas”, e em nome da liberdade, igualdade e fraternidade, cujo eco ressoa desde o Iluminismo do século XVIII, esses progressistas, digo, utilizam as palavras matrimonio e homossexual com significados opostos ao sentir geral da sociedade. Supreendentemente, a adopção de menores por parte dos homossexuais, torna-se uma exigência e um direito.


Holanda foi o primeiro Estado que permitiu a adopção de crianças por parte de pessoas do mesmo sexo. Na Espanha desde faz pouco tempo. Também formaram parte desta decisão: Estados Unidos, Grão Bretanha, Dinamarca, Suécia, Canadá e Alemanha. Nos Estados Unidos não todos os Estados aceitaram esta decisão, por exemplo, Florida.


Por enquanto, ainda no Brasil não é permitido à adoção de crianças ou adolescentes por casais do mesmo sexo, mas caminha para um tendência mundial de favorecimento a adoção de casais gay.


ILUMINEMOS AS NOSSAS DECISÕES...


É verdade que as pessoas do mesmo sexo são cidadãos de pleno direito, e por tanto, credores da mesma consideração e respeito que merecem quem não o são. Mas isso não lhes dá direito, por muito bem organizados e conscientizados que estejam, a tratarem de impor à maioria, através de poderosos grupos de pressão, a sua particular visão do matrimonio e das adopções de menores.

A Igreja católica, como sempre, vai como sempre por diante em matérias de igualdade e liberdade sobre os progressistas de turno. Para empeçar: o homossexual é considerada na Igreja católica como um irmão nosso, filho do mesmo Pai celestial. Segue com o mandamento básico: amaras ao próximo como a ti mesmo. O Catecismo da Igreja católica continua: “Devem ser acolhidos –os homossexuais- com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta” (n. 2358). Por que se ocultam estas afirmações nos meios de difusão?

Por outra parte, o Catecismo mostra-se não menos claro ao tratar com a moralidade dos matrimônios entre homossexuais: “São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementariedade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (n. 2357).


O realmente vergonhoso e lamentável é ter sido elevado à categoria de dogma político o que não passa de vulgar prostituição social e política. Como há que justificar o injustificável, então aplaudimos e justificamos “o relativismo moral e social” que como câncer está minando o tecido de nossas sociedade. Sempre encontra-se um “filósofo” capaz de converter em verdade profunda e absoluta, o que é uma autêntica aberração. E claro, assim tudo vale. A única vara para medir sãos os nossos interesses, paixões e desejos particulares. Logicamente chocam contra a Igreja católica.


O que a Igreja condena nos homossexuais é o mesmo que condena nos heterossexuais: o uso do sexo fora dos limites de toda razão e moral, o engano dissimulado e a degeneração social. Isto vem imposto pelas maiorias políticas dominantes e não pela Igreja. A demagogia é letal para as democracias.


Sabem vocês de algum político disposto a dar um de seus filhos ou filhas em adopção a uma casal homossexual? Então por que se empenham em legislar estas leis? Não haverá detrás interesses e ideologias sem nome, que pretendem a destruição da sociedade e cultura ocidental: judeu-cristã, romana e grega? Já o intentaram na Rússia e na China com consequências desastrosas. Por qual a substituiremos? Pelo islã, o budismo, a Nova Era...?


É verdade que algumas das exigências das pessoas do mesmo sexo são legitimas. Mas cabe uma pergunta: não será que o movimento gay está sendo orquestrado e utilizado por poderes ocultos, por pessoas a quem só interessa o voto, o poder e que vêm nos homossexuais uma fonte de votos e influencias?


Que diria a sã psicologia ao respeito deste problema? A senhora Mercedes Valcarce, professora de psicologia evolutiva da Universidade Complutense de Madri diz: “Estou em contra da adopção. Para o seu desenvolvimento, a criança necessita de um sentido de identidade muito sólido. Isso é dado pela figura masculina e feminina sólidas. O homem homossexual tem uma identidade lábil. Quer uma relação em espelho, busca uma continuidade de si mesmo. Isso é o pior para o desenvolvimento de uma criança, se quiser crescer como pessoa harmônica e independente. As crianças deste tipo de casais não vão ter identidade sexual. Os demais a adquirem porque vem que duas pessoas, um homem e uma mulher, se uniram para completar-se. Porém, os adoptados por pessoas homossexuais teriam uma identidade sexual muito conflitiva. Toda criança adoptável já tem problemas porque foram rechaçados pelos pais biológicos. É um ponto de partida já negativo. Por isso precisa de pais –homem e mulher- em condições excelentes”.


ATUEMOS NA NOSSA VIDA...


O tema da adopção de crianças por parte de homossexuais não é um tema de religião, de filosofia ou de sociologia. É algo que se refere essencialmente ao respeito da mesma natureza humana. Aceitar este tipo de adopção de crianças é ir contra a mesma natureza humana, e consequentemente contra os direitos fundamentais do ser humano em quanto pessoa.


A Convenção sobre os Direitos da criança (lei 16137) dispôs que “em todas as medidas concernentes às crianças que tomem as instituições públicas ou privadas de bem-estar social, se atenderá o interesse superior da criança” (art. 3). Noutra norma se diz que incumbirá aos pais ou, no seu caso, aos representantes legais a responsabilidade da criança e o desenvolvimento da mesma. Sua preocupação fundamental será o interesse superior da criança (Art. 18).


Aqui, no nosso caso, não se respeita o interesse superior da criança quando o que se prioriza é o interesse do que adopta, pois nestes casos se “instrumentaliza” a criança em função do desejo de outros e não se atende realmente o que este realmente necessita.


Por tanto, as crianças não podem ser utilizados como instrumento para a reinvindicação de direitos de umas pessoas, de um grupo; nem a adopção é uma instituição que possa ser levada por critérios de conveniência política. Além do mais, se lhes discrimina causando-lhes sérios danos, já que poderiam ser adoptados por pais naturais.


Deveríamos melhor nos ocupar e preocupar por uma lei de adopção que agilize os trâmites de adopção por parte de pais naturais. Com efeito, existem muitos casais naturais, pai e mãe, que estariam em condições de adoptarem. Eis a solução. As crianças não precisam só de alimento e carinho, mas sobretudo formação e projeção como pessoas numa família natural. As crianças precisam do referente de um pai e de uma mãe. Não há direito de suprir esta necessidade natural.

As crianças são as pessoas mais vulneráveis, são os mais pobres e necessitados de nossa sociedade, dignos de cuidados e proteções especiais. É dever da família humana e da mesma sociedade, os defender e promover em sintonia com seus direitos fundamentais e em harmonia com as exigências próprias da natureza humana.



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