quinta-feira, 14 de abril de 2011

Espiritualidade Renovada



III. JESUS CRISTO


Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Deu-nos sua Igreja, sua vida, seu sangue, sua doutrina. Ele chega a ser um modelo para mim.

Toda graça que necessitamos para ser santos e chegar à vida eterna, Deus nos oferece por meio de seu Filho Jesus Cristo, como presente de amor, totalmente imerecido por nós.

Ao mesmo tempo, Jesus Cristo nos concede apreciar a graça, sobretudo na vivência dos sacramentos, a leitura do evangelho, a oração simples e humilde e em inúmeros momentos durante o dia, com luzes, inspirações e sacrifícios que lhe oferecemos.

A palavra graça não é somente um conceito. É uma realidade. Mais: a graça é o encontro com Cristo. A graça é a seiva que precisamos como ramos para ter vida espiritual, ou seja, a vida de Deus que nos vai santificando. E esta seiva a recebemos de Cristo, a verdadeira Videira mediante a oração e os sacramentos (cf. Jo 15, 1-8).

Esta graça que nos aperfeiçoa, auxilia, ilumina, fortalece... não a enxergamos com os olhos do corpo. É uma realidade espiritual, invisível; porém, é real. É o que necessita nosso organismo espiritual para crescer, se alimentar, assim como precisamos da comida para a saúde do corpo.

Não pretendo explicar aqui todo o tratado de graça, pois não é o caso, nem os diferentes tipos de graça. Levaria muito tempo e muitas explicações. Só quero registrar os dois tipos de graça mais importantes.

  1. A graça santificante: a recebemos no dia do nosso batismo. Mediante esta graça Deus nos torna justos, ao apagar de nós o pecado – tanto o original como o atual, se temos sido batizados já de adultos – e por isso mesmo, nos torna santos, amigos e filhos adotivos de Deus, irmãos de Cristo, partícipes da vida divina, templo da Santíssima Trindade e herdeiros da glória eterna. E esta graça dá valor e mérito sobrenaturais a nossos atos, mesmo pequenos. E com esta graça santificante, vão unidos alguns dons sobrenaturais, também presenteados por Deus, chamados dons do Espírito Santo e virtudes teologias e morais, que veremos adiante. Esta graça santificante pode e deve ir crescendo, se a cultivarmos pela oração e os sacramentos. Podemos perdê-la, quebrá-la, se pecarmos, como também explicaremos depois.

  1. A graça atual: é a graça de Deus que necessitamos no cotidiano para converter-nos continuamente e chegar à santidade. Portanto, mais que uma graça atual são diversas graças atuais de Deus com as quais vai iluminando nosso entendimento e movendo nossa vontade para realizar atos bons e meritórios. Deus nos concede estas graças através da leitura, um bom exemplo de alguém, ouvindo uma pregação, experimentando uma prova ou enfermidade. Chamam-se graças atuais porque nos são concedidas em cada caso para realizar uma boa ação. Por isso também se chamam graças transitórias, porque passam em um certo momento do dia, inclusive quando menos esperávamos. Se as aproveitamos, cresceremos na santidade. Se não, que pena!

(Fragmento do Livro Espiritualidade Renovada, do padre Antonio Rivero L.C.)

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