quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sou uma pequena centalha do infinito!

Em meus deleites e pensamentos fico me perguntando: Senhor o que é o homem?

É uma presunção sem igual de minha parte ousar saber disso, os maiores pensadores de todos os tempos conseguiram apenas pequenos resquícios diante da complexibilidade do homem, mas a quem perguntar se não ao seu supremo autor?

Isso tem se tornado mais uma questão de fé que de razão.

Que sou um ser que pensa (Descartes), é fato inegável, mas sou apenas isso? E o meu ser ao morrer será que deixa de pensar?

Não sou apenas um conjunto biológico, nem um conjunto de categorias racionais, menos ainda a soma dos dois, sou capaz de sentir o que não posso tocar.

Mas afinal, é preciso escolher uma definição essencial que caracterize cada homem o resto de todas as coisas, algo que seja empiricamente provável ou inegável, mas o empirismo interior se experimenta pela razão.

No meio dessa escuridão pela qual meu ser vagueia, refletindo sobre mim mesmo como sobre um espelho embaçado, meu coração com suas paixões, meu corpo com sua vitalidade, minha alma com suas idéias, só podem afirmar uma coisa:

- Sou reflexo de ti, do teu amor, espelho de tua beleza e grandeza, pequena centelha do infinito, inatingível senhor!

Sou uma parte de ti, afinal na obra de cada autor há sempre uma parte dele mesmo, sou incompreensível, único, e se uso a lei da praxe, para saber o que sou, sou aquele que te ama, e para isso fui criado, para tua glória.

Sou singularidade única, e jamais haverá outro como eu, isso sim, é igual no homem, todos eles são diferentes, e nunca poderão ser catalogados justamente por serem diferentes, nisso são iguais, sou único, sou singular!

Mas na teoria da praticidade empírica cada coisa é aquilo que serve para ser, como a rosa existe para adornar a vida, a abelha para fazer o mel e espalhar pólen sobre as flores, os passarinhos para se reproduzirem e adornarem o mundo com o seu canto.

Mas eu para quê sirvo?

Sirvo para pensar, e pensando para dominar o mundo conforme Tu dissestes no livro do gêneses, sirvo para ser reflexo de tua grandeza, embaixador de sua sabedoria, sirvo para reconhecer que “nada sei” (Sócrates), que por mais profundo que seja meu refletir jamais saberei todas as coisas.

Sirvo para provar a mim mesmo que existe um limite no meu conhecer, provando assim não só pela Fidei, mas pela Racio, que Tu és o meu senhor, que se sou o que sou é porque existe alguém maior, como pode o homem nascer do nada, (do nada, nada se cria – Parmênides).

Sou reflexo Teu, como uma peça do quebra cabeça que só é feliz perto de ti, como o patinho feio que na verdade descobre que apenas estava longe de casa.

Desejo ardentemente descobrir cada vez mais sobre o homem, pois nos segredos dele está escondido o próprio Deus!



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