sábado, 30 de outubro de 2010

Orientações de Bento XVI vão ser divulgadas nas missas.



Fonte: Site da comunidade Shalom:


http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/17890-orientacoes-de-bento-xvi-vao-ser-divulgadas-nas-missas

Curitiba, São Paulo, Brasília e Salvador – Bispos católicos que já haviam se posicionado claramente sobre a questão do aborto, orientando os fiéis a evitar candidatos e partidos que pudessem optar pela sua descriminalização, deverão usar o discurso de Bento XVI para reforçar a mensagem. O texto do Papa já foi parar em tevês católicas e deve estar presente em missas até o domingo da eleição.

“Já solicitei que a TV Canção Nova divulgue amplamente a mensagem do Papa”, afirma o bispo de Lorena, em São Paulo, dom Benedito Beni dos Santos. A Canção Nova, ligada à diocese de Lorena, é uma das maiores emissoras católicas do país. “Também pedi a um padre da diocese, que vai à TV Aparecida, que faça o mesmo”, afirmou ontem o bispo.

Dom Beni, que gravou uma declaração sobre o aborto e as eleições, disponível no YouTube, diz que a palavra do Papa sobre o assunto é “esclarecedora”. Segundo ele, a mensagem papal resolve a questão entre os bispos que preferiram dizer que são a favor da vida sem mencionar nomes de partidos ou candidatos e os que preferiram “apontar o dedo” para os que defendem a descriminalização do aborto.

“O Papa diz que às vezes realmente é preciso apontar o dedo e dizer quem é defensor do aborto”, afirmou. No texto, o Papa ressalta que, quando “os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”.

“Precisamos ser prudentes. Mas temos de tomar cuidado para que essa prudência não se transforme em covardia”, afirmou o bispo. Dom Beni diz que os sacerdotes serão orientados a ler a mensagem do Papa nas missas neste domingo.

Dom Luiz Gonzaga Bergon zini, bispo de Guarulhos que encomendou folhetos anti-Dilma apreendidos pela Polícia Federal, disse sentir-se aliviado pela fala do pontífice: “Essa posição que o Papa assumiu foi, em parte, ao menos, motivada pela situação que nós temos aqui. A situação que estamos vivendo no Brasil, principalmente durante a campanha política”.

O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo, foi mais comedido. Ele disse que o clamor do Papa deve ser transmitido em missas, mas sem que se façam menções aos nomes de candidatos. “É preciso deixar o eleitor fazer sua opção.”

A disposição de divulgar o pronunciamento de Bento XVI é compartilhada por dom Roberto Francisco Ferreira, bispo auxiliar de Niterói (RJ). “Domingo, eu vou fazer ressoar a fala do Papa. Certamente será uma motivação para pastorais esclarecerem cristãos.”

Bispo de Oliveira, em Minas Gerais, dom Miguel Ângelo Ribeiro foi um dos primeiros a escrever artigos sobre o aborto na atual campanha. Segundo ele, o posicionamento do Papa mostra que a luta contra a legalização do aborto ganhou força. “Não se trata de defender um candidato. O que interessa mais não é o resultado da eleição. E, sim, a defesa da vida.”

Dom Miguel diz que “todos os partidos têm abortistas”. O que levou alguns sacerdotes a citar nominalmente o PT foi o fato de o partido ter incluído a legalização do aborto em suas diretrizes partidárias. “O que me assusta é a posição de uma certa militância que quer excluir a Igreja do processo eleitoral, afirmando que ela não pode se pronunciar no processo”, diz.

O bispo diz, porém, que não vai orientar os sacerdotes a repetir a mensagem do Papa nas missas até domingo, data do segundo turno. “Até porque está muito em cima da hora.” E também afirma que é preciso tomar cuidado para não forçar a consciência de ninguém ao apontar a posição de cada candidato. “A consciência é um sacrário de cada indivíduo, que nós não devemos invadir. Nosso papel é orientar, mostrar os fatos. Indicar que o voto é uma questão de cidadania, mas que deve ser coerente com o mandamento de Deus.”





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