sexta-feira, 25 de junho de 2010

Partido Pirata: você já ouviu falar?


A discussão sobre a internet e os direitos reservados a ela estão cada vez mais em pauta, principalmente depois da polêmica condenação do Pirate Bay, que teve seus idealizadores condenados a um ano de prisão e deve pagar US$ 2,7 milhões em indenizações.

Com esta mudança no cenário, a mídia começou também a mostrar aqueles que são contra as condenações e que lutam pelos direitos na internet. Nessa corrente, o Partido Pirata se mostra como uma influência na discussão de crimes virtuais.

Mas você conhece o Partido Pirata ou nunca ouviu falar? Neste artigo vamos apresentar um pouco desse movimento, que cada vez mais se espalha pelos países. Conheça as diretrizes e tire suas conclusões sobre o tema.

O Partido Pirata

Surgimento e consolidação

O Partido Pirata surgiu pela primeira vez na Suécia em 1º de janeiro de 2006, espalhando-se por dezenas de países nos últimos anos. Hoje, aproximadamente 32 países fazem parte desta grande família pirata, na forma já consolidada de partido ou através de grupos organizados que lutam por certos direitos na internet.

Entre eles estão nações como Estados Unidos, Alemanha, Argentina, França, Grécia, Irlanda, Inglaterra, Itália, Brasil e muitos outros. Na página internacional do Pirate Party você conta com links para os sites de cada país participante do movimento.

Partidos que contam com o Partido Pirata

Legenda

Podemos ver como o partido cresce de acordo com as conquistas na área política. Por exemplo, a Inglaterra, Finlândia e França oficializaram seus partidos piratas nos últimos meses. A Suécia e a Alemanha já contam com representantes nos seus governos.

Na Suécia há uma cadeira conquistada com 7,1% de votos, ou seja, 214.313 votos. Isso quer dizer que agora o partido conta com um eurodeputado, ou seja, um representante no parlamento europeu. No dia da vitória, o partido recebeu 1600 novas filiações. Hoje conta com mais de 43 mil novos militantes, especialmente na faixa abaixo dos 30 anos de idade.

Já na Alemanha, o PiratenPartei conquistou apenas 0,7% dos votos, porém conseguiram que um dos deputados do SPD (partido social-democrata) eleito desde 1994, entrasse no partido em favor dos ideais defendidos pelo Partido Pirata.

Demonstração pública do Partido Pirata na Suécia, por Jon Åslund.

Na Inglaterra a vitória foi menor, porém não menos expressiva. Ao oficializar-se como partido, Pirate Party se habilita a receber subsídios do Estado destinado às forças políticas, fortalecendo a representação em mais um país da União Europeia.

Com estes tipos de conquistas, o partido vai ficando cada vez mais forte e influente, fazendo com que outros países fiquem inclinados a montar suas próprias representações.



Partido Pirata no Brasil

Partido no BrasilNo Brasil, o Partido Pirata foi fundado em 2007, porém ainda não é reconhecido de fato como um partido político, ou seja, não conta (ainda) com representação oficial em Brasília. Porém, o partido é atuante frente àquilo que acreditam.

Um exemplo são os atos públicos contra projetos de lei que, segundo o partido, ferem a liberdade de cada indivíduo. Entre os projetos rechaçados pelo Partido Pirata Brasileiro está a Lei 84, de 1999, que discorre sobre os crimes da área de informática.

A Lei Azeredo, também chamada de AI-5 Digital (em relação com a época mais complicada da ditadura militar) prevê punição, por exemplo, para quem destravar celulares ou compartilhar músicas pelo P2P, entre outras ações passíveis de prisão, consideradas “crime” pelo redator do projeto.

Esta lei já teve vários artigos polêmicos cortados, como a obrigatoriedade dos provedores de denunciar usuários, porém continua tramitando na Câmara dos Deputados, uma vez que já passou no Senado.

E o que defendem?

Logo do Partido PirataO Partido Pirata está organizado para defender o acesso à informação, o compartilhamento de conhecimento (sem objetivos comerciais), a plena transparência governamental e a privacidade. Com isso querem preservar as liberdades individuais dos cidadãos, respeitando os direitos civis de cada um na internet.

Já o Partido Pirata Brasileiro, especificamente, também defende a inclusão digital, o uso de softwares livres não só para a população em geral, mas principalmente nas instituições governamentais. Com isso se barateiam as operações e não há benefício para nenhuma empresa privada.

Com o Crescimento do mundo capitalista as grandes empresas estão sempre na luta para saber quem vende o melhor produto pelo menor preço e assim conquistar o mundo consumidor, é esse o rumo das empresas no mundo capitalista e segredo agora não é ficar chorando por ser roubado, na verdade nos dias atuais pouca coisa se cria de fato, a maior parte das invenções e criações surgiu de outras que nem recebeu seus direitos autorais, quantos filmes não se baseiam em fábulas já exsitentes, series, novelas, e até músicas, ninguem cria nada tudo é pirataria, o desafio agora é baixar o preço dos produtos originais para combater a pirataria.

Gravadoras.
Algumas gravadoras investem em desponibilizar download´s com as músicas de seus artistas para divulgar seu produto, isso ajuda a vender mais, é bem verdade que o número de vendas de cd´s caiu, além do preço estar alto, em relação a cd´s e DvD´s, é muito fácil e grates baixar na internet, na verdade isso não é pirataria é compartilhamento virtual de arquivos multimidias, até os cantores católicos quando tiram suas músicas da biblia será que pagam aos judeus direitos autorais?
A boa noticia para o mundo da musicografía é que com o aumento de download´s, a agende de show´s aumenta, a banda é bem mais conhecida, e pode economizar em divulgação.

Música Católica
Em relação a pirataria na nossa musicalidade, isso não calará a nossa vóz como muitas gravadoras apeladamente afirmam, ao contrário, tem lançado nossos artistas em grandes gravadoras como a som livre, como o padre Fabio que foi o maior vendedor de discos de 2009, mesmo nesta época de pirataria, ou Adriana, Celina, Rosa de Sarom e tantos outros, gente acordem isso é besteira!
Outro importante detalhe que estamos deixabdo escapar na nossa musicalidade religiosa é que o objetivo é evangelizar e não ganhar dinheiro, com isto quero afirmar antes que o partido pirata não é uma "viagem", antes é uma realidade, e aproveito para publicar meu total apoio a essa galera, MAS EM RELAÇÃO A INTERNET, fazer download não é pirataria é troca de informação e arquivos mult-midia, porém pirataria é ganhar dinheiro com o trabalho alheio, será vender cd´s e Dvd´s, baixados da net, isso sim nós temos que combater.

Voltando ao Partido Pirata...

Para o partido, isso quer dizer que o monopólio não deve ser aceito. Com este tipo de prática, a propriedade intelectual está sendo monopolizada por um sistema abusivo de Copyright, no qual prevalece apenas o ganho financeiro.

Se você se interessa por aquilo que o Partido Pirata prega ou quer saber mais sobre o que defendem, vale a pena dar uma olhada no site brasileiro do partido. Ali você encontra fóruns de discussão, notícias interessantes, além das justificativas para a defesa de cada uma das diretrizes do Partido Pirata Brasileiro.

Apelo aos jovens

Compartilhar é se importar

O Partido Pirata tem em seus participantes o público mais jovem. Isso quer dizer que muitos dos que seguem o partido estão abaixo da faixa dos 30 anos (como se pode ver no PiratenPartei sueco, já citado anteriormente).

Isso se deve ao fato de que muito do que é prioridade para o partido é de grande interesse do público mais jovem. As leis da internet, a possibilidade de compartilhamento de arquivos e o uso de softwares livres são temas que aparecem diariamente na vida daqueles que estão sempre ligados no mundo virtual, a maioria nesta faixa mais baixa de idade.

Com isso, os próximos eleitores serão aqueles que também se preocupam com estas questões. Isso faz com que, cada vez mais, outros partidos também comecem a lidar com certos valores e práticas, comuns na internet.

O crescimento dos movimentos piratas faz com que as preocupações que antes eram de poucos passem a abranger mais pessoas e facções políticas. Isso parece contribuir para que a discussão sobre o assunto se difunda, e cá entre nós, toda discussão construtiva é sempre bem-vinda, ou não?

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