quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Luto na Pastoral da Criança.



Personalidades lamentam a morte de Zilda Arns em terremoto

Cardeal Dom Paulo Evaristo se mostrou surpreso com 'morte bonita'.
Em Salvador, arcebispo primaz diz que morte é "testemunho".

Do G1, em São Paulo

A morte de Zilda Arns em consequência do terremoto ocorrido no Haiti deixou políticos e amigos consternados. Religiosos próximos da fundadora da Pastoral da Criança dizem que ela deixa um testemunho de dedicação.



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Um terremoto de magnitude 7 atingiu o país, destruindo vários prédios na capital, Porto Príncipe, e causando devastação no país da América Central. O tremor afetou bastante a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.



Dom Paulo Evaristo Arns

O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, de 88 anos, recebeu com tristeza e serenidade a notícia da morte da irmã Zilda Arns no Haiti, de acordo com a freira Devanir. "Ele disse que é uma morte que surpreende, mas é uma morte bonita porque ela morre no cumprimento de uma causa que sempre acreditou", lembra Devanir. A irmã lembra que, no começo de dezembro, Zilda esteve com o cardeal e eles conversaram sobre a importância dessa viagem ao Haiti.



Dom Geraldo Majella Agnelo

Cofundador da Pastoral da Criança, o arcebispo primaz do Brasil, cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo diz que a morte deve ser encarada como testemunho de uma vida dedicada ao próximo. "Não é que ela desejasse morrer desse modo, mas, estando acolhida agora na mão de Deus, terá aceitado", disse. "Ela morreu no posto de trabalho, no testemunho de sua vida."



Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores

"O presidente está chocado e lamentou muito pela Zilda Arns. É uma grande perda. Ela era uma pessoa extraordinária”, disse Amorim.



Ivete Sangalo, cantora

"Meus sentimentos e respeito à dona Zilda Arns, vitima do terremoto. Ela estava à frente da Pastoral da Criança, com um trabalho impecável", afirmou a cantora pelo microblog Twitter.



Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados

"A morte de Zilda Arns deixa milhões de órfãos no Brasil. Não só os integrantes de sua família, mas também os muitos filhos adotados por ela em seu trabalho na Pastoral da Criança e na Pastoral do Idoso. Zilda Arns tornou-se sinônimo de doação em sua luta pelos mais carentes, em seu combate diuturno à mortalidade infantil e na busca pela melhoria da vida do povo."



José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado

"Lamento o episódio profundamente. O Brasil perdeu uma de suas mais expressivas figuras. Ela era um exemplo extraordinário de dedicação às crianças, aos pobres e às causas sociais. Era uma referência. Essa não é uma perda só para a família, mas para o Brasil inteiro. Sua morte enluta todo o país."


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